sábado, 8 de fevereiro de 2014

PREFEITO DE COARI, ADAIL PINHEIRO, ENTREGA-SE À POLÍCIA





      
            O prefeito de Coari (AM), Adail Pinheiro, e mais cinco pessoas tiveram a prisão preventiva decretada na tarde da sexta-feira (7) pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM). A acusação é pelos crimes de exploração sexual de adolescentes e crianças, além de favorecimento à prostituição.

           O desembargador Djalma Martins da Costa acatou recomendação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM), tendo a decisão sido cumprida na tarde de hoje, 08 de fevereiro de 2014, porque o Prefeito se apresentou voluntariamente à Polícia. Para melhor esclarecer a matéria, vejamos notícia publicada no Jornal A Crítica:

“Com um mandado de prisão expedido pela justiça do Amazonas, o prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRP), se entregou à polícia na tarde deste sábado (8). Acusado de usar o poder e influência política no segundo município mais rico do Amazonas, para explorar sexualmente meninas menores de idade, ele foi primeiro à sede da Delegacia Geral, localizada no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus, sendo em seguida encaminhado ao Comando de Policiamento de Área (CPA), também na Zona Centro-Oeste.
Cinco pessoas suspeitas de envolvimento no esquema de exploração sexual infantil no município de Coari já foram presas na manhã deste sábado (8) em cumprimento de mandados de prisão preventiva expedidos pelo desembargador Djalma Martins.
A defesa do prefeito Adail Pinheiro entrou na justiça com o pedido de habeas corpus e trabalha para garantir que o político seja aquartelado em uma cela do Batalhão da Polícia Militar.
Em setembro de 2009, Adail foi preso porque havia mudado de Coari para Manaus sem comunicar à Justiça, a qual respondia a processos por desvio de recursos públicos e crimes de pedofilia. Mais tarde o promotor de Justiça Antônio Manchilha descobriu que alguns policiais concediam privilégios a Adail no Complexo de Policiamento Especial da PM, onde gozava de regalias como ar condicionado, frigobar e banheiro privativo. Ele ficou preso por cerca de três meses.
Defesa:
Responsável pela defesa de Adail Pinheiro, o advogado e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, em Manaus, Alberto Simonetti Neto, afirmou que entrará o quando antes com um pedido de Habeas Corpus.
Alberto Simonetti disse que a prisão de seu cliente é ilegal e arbitrária. Mas, não pontuou quais são os pontos de ilegalidade no pedido feito à justiça, pelo Ministério Público Estadual (MPE-AM).”
       
               A prisão do Prefeito de Coari ocorreu em razão da pressão da opinião pública. E tanto assim é verdade que, segundo já anunciado pela impressão, ele responde por setenta processos na Justiça e até então todos se encontram parados, aguardando julgamentos que nunca saiam.

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