quarta-feira, 14 de maio de 2014

LIMINAR DO STJ PROÍBE PARALISAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL NA COPA DO MUNDO




Muito embora o Governo tente barrar, através da Justiça, a greve da Polícia Federal no período dos jogos da Copa, nada garante que teremos no curso do Campeonato Mundial a tranqüilidade desejada para que o brilho da competição não seja ofuscado.  

           De qualquer modo, como já se vê, o Governo irá fazer de tudo para evitar manifestações e transtornos, uma vez que isso pode comprometer a reeleição da presidente Dilma. Vejamos a notícia que encontramos no site do STJ sobre a liminar que impede a grave dos Policiais Federais durante as disputas da Copa do Mundo:
  
“A ministra Assusete Magalhães (foto), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deferiu pedido de liminar para determinar que a Federação Nacional dos Policiais Federais e todos os sindicatos estaduais da categoria se abstenham de deflagrar movimento grevista, inclusive na forma de operação padrão ou outra ação organizada que direta ou indiretamente venha a interferir nas rotinas, condutas e protocolos normalmente adotados, no âmbito interno e no tratamento ao público, sob pena de multa de R$ 200 mil por dia de descumprimento.

A liminar foi concedida na noite de terça-feira (13) em ação inibitória ajuizada pela Advocacia-Geral da União (AGU). Na ação, a AGU alega que desde o início de 2014, e notadamente nas últimas semanas, agentes, escrivães e papiloscopistas da Policia Federal vêm se manifestando publicamente, seja de forma individual ou por meio da federação e dos sindicatos, sobre a intenção de deflagrar greve para afetar a realização da Copa do Mundo.

Sustenta ainda, entre outros pontos, que a suspensão, redução ou até o simples embaraço das atividades policiais em decorrência do movimento grevista pode gerar prejuízos incalculáveis de todo tipo, comprometendo a segurança de pessoas e bens e a atuação de outros órgãos estatais, além de desencadear um grave gargalo na entrada e saída de pessoas do território nacional, com impactos negativos na vida de centenas de milhares de pessoas e na imagem do país.

                                   Dano irreparável

Segundo a AGU, diante das peculiaridades da atividade policial e da importância que os policiais federais representam para a coletividade, é necessário que os serviços prestados à população sejam mantidos sem a mínima alteração, sob risco de dano irreparável e real comprometimento do planejamento operacional estabelecido para atender as demandas durante a Copa.

Citando precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do STJ, a ministra Assusete Magalhães reiterou que a greve não é permitida nos serviços públicos prestados por grupos armados.

‘Os policiais federais, por exercerem função essencial à segurança pública, encontram-se impedidos do exercício do direito de greve em face da natureza das suas atribuições’, afirmou a ministra.

                                   Diálogo

Segundo ela, não há dúvida da existência do periculum in mora (perigo de dano irreparável, um dos pressupostos da medida liminar) diante do risco iminente de deflagração da greve da categoria, com sérios riscos para a segurança pública, a preservação da ordem, a incolumidade das pessoas e do patrimônio, inclusive com a possibilidade de graves prejuízos para a realização dos jogos da Copa.

Ao decidir, a ministra ressaltou que não se nega aos policiais federais o direito de reivindicar legitimamente as melhorias remuneratórias, operacionais e corporativas que atendam às suas demandas, mas que tais reivindicações devem ser exercidas sem prejuízo da continuidade e da regularidade do serviço público essencial que prestam.

Assusete Magalhães recomendou a abertura de canais de diálogo de ambos os lados, uma vez que as reivindicações não são apenas de natureza remuneratória, e a própria União não afastou a possibilidade de atendê-las.”

                                   Esta notícia se refere ao processo: PET 10484

            A situação do Governo, de uma maneira ou de outra, não é nada tranqüilizadora. A questão é que não é tão somente a Polícia Federal que ameaça greve. Várias outras categorias estão demonstrando o mesmo propósito. E as ameaças já estão ocorrendo entre servidores públicos municipais, estaduais e federais. Só na esfera federais, cerca de 500 mil estão demonstrando a vontade de paralisar durante os jogos da Copa do Mundo. É aguardar para ver o que irá acontecer.    


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